terça-feira, 13 de outubro de 2020
DETALHE
AUSÊNCIA
Cara, precisamos ser fortes, para aturarmos o que se passou, temos que ser humildes para suportar o que ficou.
Podemos fugir, mas não queremos, preferimos ficar e tomar o cálice amargo da vida.
O corpo pousado na campa fria sumirá com o tempo, pois é matéria simplesmente, o espírito elevar-se-á aos céus em busca de luz.
Mesmo sabendo que o fim do túnel é próximo , a vitória e vã e utópica.
Sorria, pessoa, agora estás vivendo.
sábado, 19 de setembro de 2020
Senhores da Guerra
AUTOR: JOÃO DE DEUS VIEIRA ALVES
DECLAMADOR: JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA
AMADRINHADORES: EDIANE MARCOLIN VICENZI, LUANA VICENZI DE OLIVEIRA, VITOR GASPERIN
Senhores da Guerra
A espada geme, brame , risca o ar
Certeiro golpe, dando cabo a contenda
Inimigo prostrado ,vencido, entregue
Num átimo a terra treme, um raio ilumina o campo
A taquara é aço forjado , chocam-se em estrondo
Um Capitão ,dragonas e cavalo branco
Um Lanceiro, pés descalços e torso nu
Mama África...
cativos em diversas nas aldeias,
fila indiana, presos ao libambo ,
atados pelo pescoço a outros infelizes
gargantas abertas para medo aos demais
carregavam sacos com pedras e areia,
aumentando a resistência e o suplicio,
misera ração, fumo e aguardente,
batizados temem um Deus que não o seu.
Capadócia...
Jorge nasce, guerreiro,capitão,conde
Em nome da fé venceu a injustiça
Sofreu o flagelo e não sucumbiu
Diocleciano Imperador sanguinário
Torturou ,imolou e decapitou
Morre o homem ,nasce o mito
Terra Brasilis...
Índios preferem a cruz à espada
Negros, cicatrizes no corpo e alma
Mãos carcomidas no sal das charqueadas
Mesma cor, falares diferentes, igual destinos,
Nus, cabelos raspados, sem água e comida.
Nos casebres de beira estrada
Nos edifícios das metrópoles
Igrejas, templos, terreiros
Imagem defronte a porta
Coité, alguidar e guias
O dragão submisso morto
Franjas de palmeiras desfiadas
Clarinadas , tropel desenfreado
O andor sangra os ombros
Agogô, Akpossi, Ogidam e Kelé
Ferreiros, soldados, caçadores
Bandeira, verde e vermelha
Sincrônica mescla de fé
O mar que os trouxe
Não é o mesmo
Uns cativos , temerosos
Outros, senhores, confiantes
Cruz e espada, coités e okutá
Alva pele, escura alma
Banzo, suicido, loucura
Traição, acertos, beberagem
Generais em conluio
Sete canhões
Vinte um lanceiros ,peito aberto
O clarão ilumina o campo
Lua azul do mês de Novembro
Jorge a cavalo
Defende o império
Ogum a pé
É mais um Lanceiro
O entrechoque de espada lança
O sincronismo é forjado
E juntos estão de ronda
Vencendo demandas e batalhas
Salve Jorge Guerreiro
Ogum ê , Orixá da Guerra
terça-feira, 15 de setembro de 2020
MAR
terça-feira, 21 de julho de 2020
ESTAÇÕES
sábado, 9 de maio de 2020
MÃE - A FORÇA
sexta-feira, 8 de maio de 2020
CAPACETAÇO
Ao adentrar no recinto para prender o meliante, este se vendo acuado, pulou a janela, ombreando madeira e se mandou a la cria, em desabalada carreira.
O cabo veio usando, o meio da fortuna que dispunha no momento, usando a técnica Policial Militar, jogou o capacete contra as pedras da calçada, causando com isso um som característico, como se fosse um disparo de arma de fogo.
O marginal todo borrado, com as calças cheias, o mijo escorrendo perna abaixo e tremendo que nem vara verde exclamou:
_ Por piedade, não atire mais, “seu pulicia”, que já tô ferido.

