segunda-feira, 27 de junho de 2016
domingo, 26 de junho de 2016
FREE STYLE ( ou voltar a nadar após trinta anos)
FREE STYLE ( ou voltar a nadar após trinta anos)
Uma braçadinha, duas braçadinhas.
Bravo!
Duas braçadinhas, três braçadinhas.
Bravo!! Bravo!!
Cinco braçadinhas, seis braçadinhas.
Bravo!!! Bravo!!! Bravo!!!
Agora bate os pés, prende o ar, respira
respiraçao unilateral, bilateral
Bravo!!! Bravo!!! Bravo!!! Bravo!!!
Sei... foi salva-vidas? Hum, Hum
Se bem com estes braços...parece que sim
Sei... foi salva-vidas? Hum, Hum
Se bem com estes braços...parece que sim
Agora mãos em concha , chuta a água, prende o ar, respira
Vai na prancha, bate os pés, mergulha e volta.
Junta as pernas, ergue a bunda e bate os braços.
Bravo!!!
Não liga para cãibra, a borda é logo ali
Enche os óculos d’água, a touca não deixa afundar
Dor é psicológica
Bravo!!! Bravo!!! Bravo!!! Bravo!!!
Ok. Até a próxima aula tio
Tio!? Tioo!? , Tiiooo!!!
Ué... Desmaiou.
JOAO DE DEUS VIEIRA ALVES
sexta-feira, 17 de junho de 2016
Noite Plantas Saudade e Avores
Das Noites
" Pior que a saudade que sentimos dos mortos,uma vez que é fato consumado. E a saudade que sentimos dos vivos,e , mais dolorosamente de nós próprios. "
Das Árvores
"O inquietante de não se ter a pessoa amada,sempre ao nosso lado em carne e osso. E, que se usarmos o mesmo perfume que ela usa. Sempre irá faltar, o ingrediente inebriante do suor quente, aconchegante. E, principalmente, afrodisíaco."
Da Saudade
" Pior que a saudade que sentimos dos mortos,uma vez que é fato consumado. E a saudade que sentimos dos vivos,e , mais dolorosamente de nós próprios. "
“Aquele contorno escuro,. acima das árvores, que só podemos observar de madrugada, junto as florestas, é a alma das árvores derrubadas, que permanecem vivas."
Das Plantas
" Não há dúvida, se as plantas são artificiais ou verdadeiras; só as verdadeiras sangram, quando são rasgadas "
JOÃO DE DEUS VIEIRA ALVES
quinta-feira, 16 de junho de 2016
VOO e PRISÃO
VOO
No meio da noite sonho
e o frio é intenso
Espreito o escuro e, nada...
Com vontade de gritar
Mas, correr para onde?
Estou perdido e com medo
Passos ressoam pela calçada
Alguém vindo
A pressão aumenta
A angústia sufoca
A cabeça gira
O corpo já não obedece
Os sentidos entorpecidos
"Foge,Johny,Foge"
Viagem sem retorno
Quero luz!
Rompam-se barreiras
Quero voar!
Sei que posso
É só tentar
Não existem pássaros em cadeiras de rodas
JOAO DE DEUS VIEIRA ALVES
Criança eu sou
Menino levado
Quero brinquedo
Quero colo
Caco de vidro no pé
Meu ursinho de estimação
Bimba-balão, bola, doce
Sorriso livre
Sonhos na janela
Calçadas molhadas
Pipas no ar
Pião, roda, pião
Que bom, mamãe
Todos estão felizes
Corro com eles
Vibro!
E... choro na prisão de minha paralisia infantil
quinta-feira, 9 de junho de 2016
Folhas / Hojas
Folhas
As folhas secas no asfalto, são pássaros
diluem-se, seguem adiante
tão alheias aos dissabores
outonais e volúveis
Voam num torvelinho
bonito e psicodélico.
depois... Ah! depois
ficam acabrunhadas
escondidas, atemorizadas
Se complementam no ciclo vital
humus,seiva,tronco, galhos
Folhas novamente
outonais e passageiras
diluem-se, seguem adiante
tão alheias aos dissabores
outonais e volúveis
Voam num torvelinho
bonito e psicodélico.
depois... Ah! depois
ficam acabrunhadas
escondidas, atemorizadas
Se complementam no ciclo vital
humus,seiva,tronco, galhos
Folhas novamente
outonais e passageiras
JOAO DE DEUS VIEIRA ALVES
HOJAS
Las hojas secas en el asfalto, son pájaros
Diluemse siguen adelante
Tan ajenas a las disilusiones
Otoñais y inscontantes
Vuelan em un torbellino
Bonito y psicodelico
Después...! ah! Después
Quedan agobiada
Escondidas, atemorizadas
Si complementan en el ciclo vital
Humus,savia,tronco,ramas
Hojas novamente
Otonõais y pasajeras
Diluemse siguen adelante
Tan ajenas a las disilusiones
Otoñais y inscontantes
Vuelan em un torbellino
Bonito y psicodelico
Después...! ah! Después
Quedan agobiada
Escondidas, atemorizadas
Si complementan en el ciclo vital
Humus,savia,tronco,ramas
Hojas novamente
Otonõais y pasajeras
JOAO DE DEUS VIEIRA ALVES
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Passos
MAIS UMA PARTIDA
ventava, como ventava
e tu foste saindo de mim
mordeste meus lábios
queimaste meu rosto com o sal de tuas lágrimas
teus finos cabelos colados no meu suor
e, estampado o riso alvo, debochado, zombeteiro.
vou continuar a escrever em cada pedaço de papel disponível
em cada muro, e gritar ao vento!
volta, se quiseres...
ou puderes!
e tu foste saindo de mim
mordeste meus lábios
queimaste meu rosto com o sal de tuas lágrimas
teus finos cabelos colados no meu suor
e, estampado o riso alvo, debochado, zombeteiro.
vou continuar a escrever em cada pedaço de papel disponível
em cada muro, e gritar ao vento!
volta, se quiseres...
ou puderes!
DESESPERANÇA
caminhar sobre passos dados
é o eterno caminho de volta
retroceder, procurando algo
é nostalgia, masoquista e útil
estar, ver, sentir
não são os mesmos momentos
São quimeras, utopias e sonhos
olhar constante, esperando, torcendo
névoa, bruma insolvente
luz no fim, bruxeleante
calvário, pedras e espinhos
Sem recompensa!
é o eterno caminho de volta
retroceder, procurando algo
é nostalgia, masoquista e útil
estar, ver, sentir
não são os mesmos momentos
São quimeras, utopias e sonhos
olhar constante, esperando, torcendo
névoa, bruma insolvente
luz no fim, bruxeleante
calvário, pedras e espinhos
Sem recompensa!
JOAO DE DEUS VIEIRA ALVES
terça-feira, 12 de abril de 2016
LÍNGUA À MILANESA
LÍNGUA À MILANESA
No açougue do Inácio, dura e velha
Já, não mais exalas viço e frescura.
Outro motivo: não gozas de formosura
Iguaria fina para os pobres da viela...
Começo assim, cozinhando na fervura
Alho e sal a gosto, óleo e cebola
Um ovo batido e pouquinha pimenta
E a farinha de rosca sela a cozedura
Aposto quem experimenta teu sabor
Nos botecos e nas cantinas servido
Sentirá na boca o gosto e o labor
Já que ovos não comes a saída devido
Deguste a iguaria antes sem valor
Tal que filé houvesse, por ti, comido.
João de Deus Vieira Alves
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